segunda-feira, dezembro 06, 2010

CAMPEÕES MUNDIAIS ASSISTEM AO JOGO CONTRA A VENEZUELA

Alcobendas (ESP) - A estréia do Brasil no I Torneio Mundial de Futsal Feminino contou com quatro torcedores especiais. Campeões mundiais com a Seleção Masculina em 2008, Ciço, Marquinho, Betão e Schumacher estiveram nesta segunda-feira (6/12) no ginásio Poliesportivo Jose Caballero, em Alcobendas, na Espanha, para acompanhar de perto a equipe feminina, que acabou vencendo a Venezuela por 14 a 0
Os quatro atuam juntos na Espanha, defendendo o Inter Movistar e participaram do grupo brasileiro que venceu a Espanha na grande final da Copa do Mundo de Futsal da Fifa, disputada no ginásio do Maracanãzinho, em 2008. Experientes e vitoriosos, eles ficaram satisfeitos com o desempenho brasileiro e elogiaram a atuação do time.
“Não conhecia o time feminino do Brasil e fiquei muito surpreso. É um time muito bom, com boas jogadores, especialmente as números 7 e 11”, disse o pivô Betão, referindo-se às alas Vanessa e Jéssika, respectivamente.
O fixo, Schumacher, que também nunca tinha assistido à Seleção Feminina, elogiou o padrão tático da equipe. “É muito organizado taticamente o time, pois tem jogadas ensaiadas de escanteio, falta, lateral e tem um padrão de jogo interessante”, explicou.
Os quatro atletas torcem pelo sucesso da Seleção Feminina, e esperam que o time seja mais valorizado no Brasil. “Será muito bom para se esse título vier, porque ajudará na divulgação da modalidade. Aqui na Espanha, o futsal feminino é uma realidade, os times são bons estruturados e há muito espaço no mídia”, afirmou Schumacher, que está há dez temporadas na Espanha e não pensa em voltar.
“Tenho uma qualidade de vida aqui que não teria no Brasil. Aqui, posso viver como atleta, pois tenho um calendário o ano todo, tenho estrutura e posso desfrutar da minha família. Isso é muito importante para mim”, disse ele.
Betão concorda com o amigo e companheiro de clube, destacando a organização do futsal espanhol. “Só jogamos de uma em uma semana, temos tempo de descansar, curtir a família e se recuperar de uma partida para outra. No máximo, jogamos 50 partidas por ano. No Brasil, a carga de jogos é muito grande e isso acaba por desgastar muito o jogador”, explicou ele.
Fonte: CBFS
Por Joulle

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